domingo, 10 de maio de 2009

Poeta renascido...

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Poeta esmorecido…
Nos sabores e cores dos tempos
Sabores alguns muito amargos
E, em cores escuras de um luto
Por um seu mundo quase desfalecido
Numa vida armadilhada
Numa terra por ódios e egoísmos queimada
E por entre o negrume das inertes cinzas
O poeta buscou nos calcinados destroços
Uma nova alma para a sua vida
Uma renovada e infinita inspiração
Que lhe traga de volta a esperança perdida
Para uma vez mais voltar a colorir e adocicar
Os sabores e cores dos tempos
De um próprio mundo só de paz e perfeição
E a uma nova e exclusiva terra prometida
Uma regenerada terra de vida multicolorida

Poeta renascido…
Poeta talvez, agora convencido
Que a fonte da sua inspiração
Provem como que de um inusitado sexto sentido
Que como que amadurece o fruto da sua incessante inspiração
Tornando-o num fruto doce e apetecido
Ela é uma como que uma fonte de alento que não morre
É como que uma mão amiga que sempre o socorre
Quando às vezes ele, (o poeta) neste mundo
Pensa estar… irremediavelmente perdido.


“Dias negros vão e vem, ao longo das nossas vidas
Preenchidos e vividos em horas de muita tristeza e aflição
Mas tudo passa, ficando apenas a cicatrizes das feridas
São marcas da vida, que nos ficam e nos servem de lição.”



Amândio Soares (apollo-onze)

1 comentários:

Lice Soares disse...

Meu Deus, só um poeta pode realmente entender e sentir o que um poeta sente. E nesse tão complexo sentir, arrancar das entranhas do ser a mais linda poesia. Só um poeta fala de dores e tristezas, das feiúras do mundo em beleza e profunda comoção. Só o poeta chora o mundo e o reconstrói entre lágrimas, paixão, emoção e encanto, no canto que canta.Parabéns poeta. Sempre que venho aqui, te encontro em versos plenos e tenho vontade de contigo cantar.Abraços.

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