quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Cowboy do Asfalto"








Sou um “cowboy do asfalto”
Sou tímido e um pouco reservado
tenho um coração mole e sempre apaixonado.
Hoje termino a viagem numa planície
amanhã talvez a termine num planalto.
E assim lá vou eu, cruzando mil e uma fronteiras
como quem atravessa a rua para ir comprar pão
embora algumas delas para se atravessar dêem mais chatice
que andar de metro em hora de ponta no Japão.
Não sou infelizmente, um poliglota
mas tento quase sempre por me fazer entender
o alemão é que me dá quase sempre a volta
pois é língua que foi feita para não se pronunciar ou se perceber.
Cada viagem é uma história diferente
desde um local nunca antes visitado
a um ou outro aparatoso acidente
passando pela multa de um mal-humorado agente
ou inclusive a dura tarefa de mudar um pneu furado.
Mas a monotonia também faz parte das minhas viagens
como por exemplo as inúmeras e belas paisagens
que eu a maioria delas, já as deixei de as contemplar.
Pois já passei por elas, milhentas vezes
que a maioria delas, já não desperta a curiosidade do meu olhar
Cada viagem são cerca de 6000kms percorridos
e doze solitários dias assim, num camião vividos.
A solidão é coisa chata e difícil de se viver com ela
embora eu ouça musica e escreva para não me lembrar dela.
Mas todas as viagens terminam sempre com uma boa compensação
no final de cada uma delas deixo o meu “cavalo de ferro” no ferreiro
ou seja, no estaleiro.
Sigo directamente para ao Sallon e aí tomo um banho quente de banheira
naquelas banheiras feitas de barris de madeira.
Depois de todo pó extraído, desço ao bar aí sirvo-me de uma boa dose de feijão
A seguir bebo uns copos de Whisky, dou dois pés de dança com a dona do Sallon
e desta maneira lá vou eu alegrando assim este meu insolente e solitário coração.
Sim! Eu sei! Não sou o Trinità, mas sou o “cowboy do asfalto”
Vá lá… deixem o poeta dar um pouco largas á sua febril imaginação!

“Logicamente que a verdadeira e estimulante compensação
está obviamente no extremoso carinho sempre recebido
por toda a família e inclusive por alguns amigos, tanto ao longo das viagens
(via telefone ou Net) como no seu final. O qual sem esse carinho e apoio
eu já teria á muito tempo desistido de efectuar tão longas e muitas das vezes
tão difíceis viagens.
E é a todos eles sem excepção, que eu dedico este meu singelo texto.
Mil obrigados a todos vós pelo apoio e carinho!”




Atenção imagem by net Google

Publicado no site: O Melhor da Web em 10/06/2009
Código do Texto: 29980


Amândio Soares (apollo-onze)

3 comentários:

P.Q disse...

obrigada

Lice Soares disse...

Parabéns poeta cowboy, não separe essas forças,
pois hão de dar-te visão precisa e palavra suave, amiga, aninhando-se, no teu coração.
Felizes, venturosas viagens,sempre. Tanto as da estrada como as do coração.Sejam todas elas frutíferas e venturosas.
Abraços do Brasil.

FatinhaMussato disse...

Olá, poeta querido!
Que bom de se ler estas tuas palavras...
Assim até parece se tornar fácil a tua vida errante e, muitas vezes, sofrida, mas isto faz parte de teu viver!
Continue sempre este poeta-cowboy, que sempre enfrenta tudo com coragem e noretorno aina nos traz presentes como este!
Abraços e beijinhos da tua amiga/irmã,
Fatinha.

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