quarta-feira, 3 de março de 2010

Nunca só hei-de estar...

Estou só!
Não! Acho que só não estou
Pois escuto uma voz chamando por mim
Fico ansiosamente esperando por ela
Para que ela, venha até mim
Não, o melhor será ir ao encontro dela
Pois ela, é que está chamando por mim

Procuro por ela na imensa solidão
Deste espaço vazio que é o meu coração
Mas obviamente, com ela não consigo dar
Pois apenas se trata, de mais uma partida
Da minha irrequieta imaginação

Estou só!
Não! Acho que só não estou
Porque alguém lá fora, chama por mim
É o vento! Batendo levemente à janela
De meu coração para que eu, o deixe entrar

Com ele traz a chuva pois,
Sozinho ele, é muito raro andar
Talvez, a solidão os dois,
Comigo queiram partilhar
Ou simplesmente a solidão de mim
Queiram somente afastar.

De imediato abro a janela
Para que eles possam então entrar
Mas… nem chuva nem vento,
eu novamente consigo encontrar

Estou só!
Não! Acho que só não estou
E só, jamais hei-de estar
Enquanto esta irrequieta imaginação
Partidas destas, continuar-me a pregar.

Escrito em:

Stanvager (Noruega) 07/10/21

3 comentários:

emilia soares disse...

E na imensa solidão,
Algo, acontece de bom,
Olhos indiscretos,
Que passam irrequietos,
Sonhos despertos,
Na mente discreta
De ti mano poeta...
Bjs

FatinhaMussato disse...

Amândio,

Lindo poema, meu amigo poeta!
São palavras belas e tristes, como a solidão!
Lembra-te amigo, que quem ama, jamais está só, mesmo que assim se sinta!

Beijinhos de muita amizade!
Fatinha.

Chica disse...

Tua imaginação e inspiração,nunca te deixarão só!LINDO! abração,tudo de bom,chica

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