sábado, 16 de janeiro de 2010

Acordo sem ti




Acordo sem ti
No meio do nada
Numa nau naufragada
Á imenso tempo encalhada
Nos rochedos de uma praia amaldiçoada

Acordo sem ti
Embrenhado no mofo da solidão
Com os olhos remelentos de tanta sofreguidão
E os lábios secos castigados pela minha obstinação
De ainda acreditar que tu não passas de uma ilusão

Acordo sem ti
No meio de uma grande tempestade
De enormes ondas de muita prosperidade
Que tentam afogar toda esta ambiguidade
E o vento, esse que sopra com tanta velocidade
Tentando me empurrar para a pura realidade

Acordo sem ti
Agarrado á tua almofada
Ela está tão fria e tão desbotada
Olho pela pequena vigia enferrujada
Apenas vejo o vazio e a cinzenta alvorada

Acordo sem ti
Ouço o som da tua voz chamando por mim
Vinda do infinito da minha profunda alucinação
Claro que não és tu que chamas por mim
A voz que escuto apenas é, o eco da minha imaginação...




Imagem by net (Google)

A.Soares (apollo_onze)


9 comentários:

Lice Soares disse...

Belíssimo.
Parabéns!
Abraços amigo.

Chica disse...

Muito lindo! um abraço e lindo domingo!chica

Ƹ̴Ӂ̴Ʒ Nanda salles Ƹ̴Ӂ̴Ʒ disse...

Querido Apollo..
Foi inevitável comentar este teu lindo poema.
Te adoro sempre amigo!

Fike com Deus e que ele te ilumine sempre viu?

bjinhos

Chá das Cinco disse...

Nossa que lindo poema!

**********************************************


Meu querido,
você não tem a mínima noção da alegria que eu sinto quando eu recebo os teus comentários.
São profundos, esmiuçados e cheio de carinho.

Eu procuro me colocar no lugar das pessoas,o meu ato não é uma busca pela santidade.

Mesmo que o mundo esteja de ponta cabeça,temos que fazer a nossa parte, esses últimos acontecimentos nos mostra o quanto somos frágeis, que não levamos nada, e que a morte vem como um ladrão, ela não avisa.

Enquanto estivermos vivos estamos para o que der e vier,tragédias acontecem, mas se houver solidariedade não haverá terremoto que destrua o amor universal.

Tomara que eles não sejam vítimas de uma destruição bem pior,tomara que o jogo político não acabe de arruinar os sobreviventes.

Quero que você perdoe a minha ausencia, ultimamente estou sem tempo para o blog.
A tua presença no Chá é imprecindível.

Um grande beijo

emilia soares disse...

Eu estive aqui, sempre atenta e solidária com teu trabalho.
Beijinhos mano.

flavio miguel mota pereira disse...

voltaste á carga poética a meio do trabalho.
força rapaz, tens o meu apoio

FatinhaMussato disse...

Vim te ver e ler, meu querido poeta/amigo/irmão!
Estás cada dia melhor em teu versejar (se é isso possivel... rs).
Saudades de nossas conversas filosóficas!
Beijinhos em teu coração!
Fatinha.

Anderson Fabiano disse...

quando a solidão emoldura-nos a alma, já não sabemos onde termina a fantasia e começa a realidade. nem mesmo se acordamos ou se continuamos à mercê dos sonhos.
meu carinho,
anderson fabiano

Amapola disse...

Lindo poema.
Parabéns!

Postar um comentário