sábado, 24 de abril de 2010

O Vampiro Pitosga




O sol há muito que se foi e eu, só agora é que acordei

Sabem…é que tenho o meu despertador avariado

E como ainda nem almocei nem tampouco jantei

Sinto-me extraordinariamente esfomeado


Preciso urgentemente um pescoço feminino morder

Para as minhas tão debilitadas forças recuperar

Mas para isso uns bons dentes eu precisava de ter

Pois os que eu tenho… já mal servem para mastigar


Ah!... Lembrei-me agora de uma solução

Tenho uns dentes que comprei uma vez para o Carnaval

Bem… isto é se a minha mãe não os colocou no nosso cão

É que ele, ladra ferozmente mas morde muito, mas muito mal


Bom… o melhor é os dentes esquecer

E rapidamente uma “vitima” eu procurar

Senão corro risco de vir num ápice a desfalecer

E assim eu, este texto não conseguir finalizar


Ena!... Ali está uma bela donzela! Deixa-me já aproveitar…

Ai! Caramba!... Mas que raio de pescoço tão duro!

Se eu já tinha poucos dentes, com menos agora vou ficar

Que azar, porque não encontrei eu um pescoço mais maduro?


Mau! Ouço alguém atrás de mim a vociferar…

Mas não é a mesma pessoa que eu estou a tentar “morder”???

– PARE DE O MANEQUIM DA MINHA MONTRA FERRAR!!!

SENÃO PEGO NA VASSOURA E PONHO-TE AS COSTAS ARDER!


Mas que raio de sorte a minha (penso então)

Já sabia que mais dia menos tinha de ir ao dentista

Agora só me faltava vir esta histérica formiguinha

Dizer-me que também preciso de ir ao oculista!


E com tudo isto, eu já não consigo ao meu caixão regressar

Pois o sol está prestes e muito perigosamente para mim, a nascer

Resta-me neste pequenino buraco tão escuro eu permanecer

Ai!… Parece que ouço um… um… comboio …a… apitaaarrrrrrrrr!!!!!



(Dedicado especialmente a uma ferrenha fã de histórias vampíricas.

Desculpa-me filhota se eu te defraudei com esta minha pobrezinha história, mas tu até sabes… que o teu pai, não tem espírito literário assim tão sanguinário, sou mais virado para mimalhices românticas rsrsr.)


(Mil beijinhos para ti adoro-te muito minha bela princesa!)



Escrito em:

Herning (Dinamarca) a 21-4-10

Postado em:

Villerbon (França)

Imagem by net (Google)


A-Soares (apollo_onze)

5 comentários:

Flávio Miguel Mota Pereira disse...

sabes. eu tenho um poema vampiresco mas por acaso também gostei deste.
dizes que não tens jeito mas acho que te enganaste na manga, certo?

Chica disse...

Tua princesinha e filhota deve ter adorado essa vampiresca história.Lehal e lindo presente!abração,tudo de bom,chica

MartaSoares' disse...

Pai...

Eu adoro-te bastante...

O texto está mesmo giro(superas-te as minhas expectativas =P,)

Para quem não lê muitos textos de vampiros está mesmo bom, palavra de filha =)

Estou a morrer de saudades tuas, volta rápido para dar-te um beijo do tamanho do universo.

Vou despedir-me senão ainda faço um testamento ;)

Beijos <3

Lice Soares disse...

A tua admiradora certamente está amando vito que a tua humildade te engrandece e, portanto, não permite ofuscar o teu talento.Muito bom o humor inserido.Senti até pena do "pobre" vampiro atrapalhado.Parabéns, amigo.
Bjs. no coração.

Anônimo disse...

Ai Marta que sorte a tua teres assim um pai tão talentoso e não só, deves ter muito orgulho nele claro. E uma vez mais fica provado quem tem veia poética escreve sobre mil um assunto linda história esta querido amigo Soares, acabei de chegar de viagem super cansada e um pouco mal-humorada mas ainda bem que aqui vim pois fiquei logo bem-disposta e mais relaxada és sem duvida o máximo!!!

Beijinhos com muitas saudades tuas vê se apareces!
Ana Liza

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